quarta-feira, 31 de março de 2010

[Não, não é meu braço, é minha perna]

Resultado da picada de abelha dois dias depois [como tudo em mim parece fazer efeito dois dias depois - como as dores do Kung Fu que iniciei semana passada].

É... parece que tenho algum tipo de alergia. Parece? rs

sexta-feira, 26 de março de 2010

Saída de campo: abelhas, aranhas e morcegos.

Acabo de voltar da primeira saída de campo com a turma. A princípio iríamos participar de uma palestra sobre Educação Ambietal em um povoado próximo, mas por falta de aviso aos habitantes e o não comparecimento destes, a paletra não foi realizada. Foi decidio então que iríamos para a Serra da Capivara ter uma aula sobre a aranha venenosa marrom, a mais comum nesta área.

[Ver a plaquinha "Parque Nacional da Serra da Capivara" foi tão emocionante!]

Chegando no Parque, fizemos uma leve caminhada até um paredão onde estas aranhas são encontradas. No meio da explanação feita por uma bióloga do Butantan que nos acompanhava, um dos alunos a interrompe para avisar que um enxame de abelhas estava se formando acima de nós. Quando olhei pra cima, vi aquela nuvem negra se formando ao longo do paredão. Primeira reação de todo mundo? Sair correndo. A pedidos de nem sei quem, ao invés de correr desesperadamente, tentamos caminhar calmamente para não atrair as abelhas que já tinham percebido nossa presença. O grupo se divide, cada um vai para um lado diferente. Depois que nos afastamos um pouco, meu colega paulista que estava comigo se perguntando "já posso entrar em pânico?", perguntou se já podíamos correr e com resposta afirmativa, todos saíram correndo o mais rápido possível por um caminho pela mata, que levava à uma caverna. Com o barulho feito na corrida, as abelhas começaram a nos atacar. Depois de um tempinho ouvi os gritos da minha roomy. Quando olhei para trás vi um monte de abelhas em cima dela e entrando em seu cabelão. Toquei a corrida sem mais olhar pra trás assim que senti uma picada na minha perna. Achei que depois desta primeira elas viriam aos quilos pra cima de mim, mas não vieram. Fui ouvindo os gritos da minha roomy até chegar na caverna.

Alguma pessoas que estavam perto dela, foram dar assistência e acabaram sendo mais picadas ainda. Que bom que eu levei minha termolar com água [tá que ela é vermelha e nunca mais a levo pro campo] pois ela que acabou sendo utilizada para afastar as abelhas do pessoal. Não ficaram abanando a termolar tentando acertá-la nas abelhas [rs], mas jogaram a água em quem estava sendo picado.

Eu e mais alguns alunos ficamos do lado de dentro da caverna enquanto os mais picados ficaram fora, a pedido da bióloga, para que as abelhas não atacassem quem não havia sido picado [questão de ferormônio liberado pelas abelhas quando picam].

Na caverna nos alertaram que não poderíamos enconstar na parede por conta das aranhas e que fizéssemos silêncio para não atiçar os morcegos. E isso foi falado de uma ponte de madeira tão alta que nem dava para ver o fim do buraco embaixo. Eu nem estava mais preocupada com as abelhas quando percebi que estava naquela pontezinha que parecia ser bem frágil, de uma altura que parecia ser sem fim. A coisa estava tão tensa que quase meti a mão em um aluno figura que entrou na caverna falando alto e com seu celular ligado ouvindo reggae. Pode? rs

Após muito tempo saímos da caverna e voltamos para o ônibus por outro caminho que tentamos achar pela mata. Que bom que foi outro caminho pois eu estava nervosa com a ideia de voltar pelo mesmo. Havia sido combinado que iríamos de dois a dois, o mais silenciosamente possível, mas acabamos fazendo outro caminho e fomos todos juntos.

Depois disso tudo o pessoal desanimou? De jeito nenhum! "Foi pra isso que eu me inscrevi neste curso"! Este era o sentimento da maioria. O pessoal saiu de lá com um sorriso no rosto e a certeza de que este era o curso de suas vidas! Mesmo os que foram muito picados.

Claro que um ou outro detestou a experiência e ficou óbvio os que vão durar até o fim, mas a grande maioria estava muito empolgada.

Eu com certeza sou um dos empolgados! Amei!

Esta foi uma ótima experiência que nos ensinou da maneira mais.... cruel? o que não devemos fazer em campo. Arqueólogo não passa perfume, nunca lava a roupa com amaciante, usa roupas claras, trabalha de cabelo preso, não usa termolar vermelha, faz tudo silenciosamente e não entra em pânico.

quarta-feira, 24 de março de 2010

E a gripe atacou a maioria dos alunos na Univasf. Eu havia pegado uma gripe de ar condicionado mas já passou. Desta da qual muita gente agora está sofrendo ainda estou livre! Sou uma das poucas que não está com tosse, dores no corpo, dor de cabeça, febre, tontura e a única do meu ciclo de colegas que ainda está saudável. Minha roomy mesmo está agora ali deitada, dormindo depois de ter se entupido de comprimidos. Tentamos ir ao hospital mas não tivemos saco para esperar atendimento.

O coordenador do curso chegou a pensar na possibilidade de suspender as aulas por 3 dias para dar tempo dos alunos se recuperarem.

Espero ser a pessoa mais saudável do mundo durante os próximos 4 anos pois cuidado médico aqui é complicado de se obter.

Think healthy! Think healthy!

terça-feira, 23 de março de 2010

=[

E em Brasília, concerto com obra do Chopin!
Como fiquei chateada ao receber esta notícia através de um e-mail enviado pelo Marcos Nardon. Esperei anos por isso! Ah nem...
Pena que a OSTNCS tocou Chopin estando eu tão longe!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tour

Hoje foi dia de visita aos laboratórios de paleontologia, lítico, cerâmica, compostos orgânicos e etc. Eu ADORO a estrutura que construíram para o estudo dos sítios daqui. Tem-se o Centro Cultural Sérgio Motta, onde ficam os laboratórios, descendo tem a FUMDHAM e logo em seguida o campus da Univasf. Estes são todos interligados por caminhos cheios de árvores, formando um corredor verde que proporciona uma caminhada muito agradável. É um lugar encantando, com certeza!

Foi muito empolgante ir nos laboratórios, principalmente no de paleontologia, e ver, por exemplo, fósseis de animais da megafauna, como a preguiça gigante. São e-nor-mes!

Definitivamente estou no lugar certo e na hora certa, finalmente fazendo o curso dos meus sonhos!
É Brasília... acho que não volto mesmo. Aqui é o céu da arqueologia brasileira. Quero ficar no céu.

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Sou uma pessoa reservada"

Em cidade pequena todo mundo sabe da vida de todo mundo, de tudo que é feito e falado, certo? Certíssimo! Nunca vi um lugar para ter tanta gente preocupada com a vida alheia viu! No pouquíssimo tempo que estou aqui, fiquei sabendo de pormenores da vida de pessoas que nem sequer tive a oportunidade de conhecer ainda. Isso é muito desagradável. Pessoas se expõem e são expostas on a daily basis, como se isso fosse um grande passatempo. Talvez seja. É exaustivo.
Se eu já era uma pessoa reservada em Brasília, aqui serei tumular!
Mais do que nunca prezo minha privacidade.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Saudações a todos!

Escrevendo rapidamente só para dizer que está tudo bem aqui em SRN. Já estou devidamente instalada em um apto bacaninha e aguardando ansiosa o início das aulas [que foi adiado em duas longas semanas]. Enquanto estas não começam, tento ocupar meu tempo com leituras e qualquer outra coisa que me mantenha longe do tédio. O ócio faz lembrar todos que deixei em Brasília, por isso, tento ocupar minha mente o máximo possível.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Que curioso... de tudo que resolvi deixar em Brasília, não imaginei que minhas lavandas, O mundo como vontade e como representação e o exemplar de Pride and Prejudice que um amigo me deu seriam as coisas que mais me fariam falta [até então] aqui em São Raimundo Nonato.