terça-feira, 7 de janeiro de 2014


"(...) re-examine all you have been told at school or church or in any book, dismiss whatever insults your own soul; and your very flesh shall be a great poem and have the richest fluency not only in its words but in the silent lines of its lips and face and between the lashes of your eyes and in every motion and joint of your body (...)" -- Walt Whitman

sábado, 4 de janeiro de 2014

Por que fui deixar Whitman e Pessoa em SRN? Me sentindo sem Norte, sem voz. Whitman é meu tradutor de sentimentos. Queria um poema sobre começar do zero, começar mais uma vez, e outra, e outra... um poema que traduzisse que isto não implica, necessariamente, grande expectativas ou esperanças renovadas. É trabalho árduo. E desta vez, estou cansada. Mas... ah, sem "mas" desta vez. Ponto.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Etiqueta do elevador

Como uma garota que morou a vida inteira em uma casa ou, nos últimos 4 anos, em um apartamento com escadas, eu não entendo a etiqueta do elevador. 

Estou passando uns dias no apartamento da minha irmã que fica no décimo quinto andar, logo, uso o elevador todo dia, e, sinceramente, até hoje não sei como agir dentro de um. Acho estranho as pessoas me cumprimentarem e se despedirem de mim como se fossemos conhecidas, ou como se estivéssemos empenhados em uma conversa que agora chegou ao fim e que exige uma despedida calorosa. Às vezes sou cumprimentada com tanto entusiasmo que me pego olhando para a pessoa várias vezes para conferir se a conheci algum dia, em um passado remoto do qual não me recordo tanto. Tem ainda aqueles que entram no elevador sem olhar na minha cara, mas quando chegam em seu andar, se despedem com "boa noite", ou "tchau". Ahn? 

Olá! Tudo bem? Bom dia. Boa Tarde. Boa Noite. Tchau Tchau. Até logo. Ainda estou tentando descobrir a forma menos estranha de cumprimentar pessoas que não conheço e com quem vou passar apenas alguns segundos. Na sociedade do elevador, ainda sou uma outsider.

2014

Me pergunto qual a influência que as primeiras horas de um ano novo podem ter nos outros 364 dias. Espero que a influência seja zero, porque meu ano começou mal. Mas estou aqui, no segundo dia de 2014, tentando mudar a postura, entrar em sintonia com as boas vibrações do universo e reunir forças para por em prática meus planos para 2014, que estão descritos em uma listinha maior que a de 2013, mas ainda menor e mais realista que as dos anos em que eu era menos cética. 

Para o ano de 2014 eu quero mais música, mais literatura, mais artes, Gales e escrita. Parece tudo bem simples, mas tendo em vista que os anos que passei em São Raimundo Nonato me afastaram do que era parte da minha essência e me jogaram em uma rotina apática de nada mais nada, voltar ao meu universo pode ser um pouco complicado. Faz tempo que não conheço um compositor ou músico diferente, que não leio um livro não relacionado à Arqueologia, que não vejo o trabalho de um pintor, que não pesquiso sobre meus castelos preferidos, que não escrevo. 

Em 2014 quero me centrar no meu enriquecimento cultural, há muito negligenciado. Esta sensação de emburrecimento não pode se prolongar por mais um ano. Então, em cada mês me focarei em um artista, músico, escritor e castelo/fato histórico de Gales. E vou escrever! Escrever! E escrever! A escrita sempre foi o meu forte, mas sinto que a qualidade dos meus textos tem diminuindo sensivelmente por falta de prática. 

Então, no mês de janeiro me dedicarei à: Arnaldo Estrela (música) Bukowski (literatura -- porque Misto quente está aqui do lado), biografia dos principais construtores de castelos de Gales, e o pintor, ainda estou por decidir. Pensei em Rafael, aproveitando a exposição dos mestres renascentistas que está acontecendo e na qual fui no CCBB, e o fato dele ter influenciado um dos movimentos que mais me encanta nas artes plásticas, o dos Pré-Rafaelitas, mas ah! quero algo novo! Contemporâneo. A pesquisar. 

Vamos lá 2014, que a continuação seja melhor, muito melhor!