Fato interessante que percebi este semestre: a apatia em relação à vida acadêmica está generalizada. Por todos os cantos da UNIVASF, vejo meus colegas se arrastando entre uma aula e outra, desanimados, cansados. Os que não desistiram do curso - foram vários os que deixaram SRN - vão para as aulas sonhando em estar em outro lugar. Um dos poucos estímulos para continuar se encontra no fato de que tudo acaba no fim do ano.
Não sei o que acontece aqui nesta cidade, na universidade, mas parece que existe uma força que suga nossas energias deixando em seu lugar o cansaço e a apatia. São vários os exemplos de professores, alunos e pesquisadores que chegam aqui só excitação, cheios de planos e perspectivas grandiosas para o futuro, mas que ao longo do caminho vão definhando e finalmente partindo. As lutas que temos que encarar são tantas! Viver aqui é dar com a cara no muro quase todo dia. A esta altura o muro já deveria ter cedido, não? Mas não... nada muda. Os exasperados vão embora, os que continuam mal mal chegam ao fim.
Enquanto a libertação não vem, vamos nos arrastando dia a dia, tentando inventar novas formas de deixar as coisas menos apáticas. Mas tem uma hora que a criatividade acaba.