sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Foi assim ó!

Arqueologia. Nem acredito que finalmente vou seguir esse caminho! Sonho com este curso desde a época em que comecei a prestar vestibular, mas as opções de graduação nesta área eram poucas. Na verdade só a Estácio de Sá oferecia o curso de Arqueologia. Me mudar para o Rio de Janeiro era impraticável por n fatores então acabei deixando esse sonho de lado e me formei em História. Apesar de amar loucamente o curso, nunca me senti completamente realizada. Faltava o lado palpável do passado. Depois de 9 anos envolvida neste ramo “teórico” eu meio que já havia me conformado com a ideia de que Arqueologia não era viável. Ah que bom que me enganei! Às vezes acredito que as coisas acontecem por algum motivo, pois o que me levou à Arqueologia agora é até difícil de explicar... e acreditar.

Em uma bela noite dessas em que você não tem mais nada para fazer além de assistir filmes bobos na HBO, a antiga paixão pela Arqueologia reacendeu. Mas reacendeu tanto que me inquietou por vários dias. Assisti a um filme em que a personagem principal era estudante de Arqueologia e por coincidência, ou porque eu já estava sensível ao assunto, nos dias que se seguiram, a Arqueologia parecia estar gritante em todos os lugares. Decidi então dar uma vasculhada nos sites das universidades que oferecem o curso [são muitas agora!], mas de maneira despreocupada, mais para me torturar com o que estava perdendo do que para cogitar a possibilidade de ingressar em alguma delas. Só que... só que... vasculhando um desses sites me deparei com a época de inscrições para o extravestibular de uma universidade localizada exatamente na cidade onde a tradição em Arqueologia é muito forte, São Raimundo Nonato, Piauí. O extravestibular é uma prova de conhecimentos específicos para diplomados e para transferência interna e externa de curso. Hum, interessante! Não ter que passar novamente pelo vestibular regular me empolgou bastante! Afinal de contas, ia ser ridículo tentar estudar matérias que nunca formam o meu forte, como física e matemática. Pensar em calcular potência dissipada em resistores, valor de resistência, força eletromotriz e etc. me dá calafrios. Bom, com uma oportunidade dessas caindo no meu colo não tive muita dúvida, fiz a inscrição, enviei os documentos exigidos e daí pra frente tudo aconteceu muito rápido e de maneira muito acertada.

Logo depois da inscrição já era a prova. Prova em Petrolina, ouch! Enfim, passagem comprada, fui para Petrolina, fiz a prova, passei na prova – achei que não passaria, tive 3 dias de estudo – e voltei este mês a Petrolina para fazer a matrícula. Agora, só falta fazer a matrícula nas disciplinas [disciplinas “chatas” como GEOLOGIA uhúúúu!] e... ir embora.

Tudo aconteceu muito rápido e tudo deu muito certo. Parece que comigo tem que ser assim, rápido, porque se eu pensar demais não faço nada.

E foi mais ou menos assim que aconteceu. Estou muito, muito, muito feliz com a minha decisão. Acho que foi uma das melhores que já tomei até hoje. A ideia de ir morar sozinha em uma cidade bem longe daqui também é bastante sedutora. Mas... isso é assunto para outro post.

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