E desde que me entendo por pessoa emocionalmente independente, vivo em conflito com as permissões que pautam minha conduta. Por ter tido uma criação evangélica, a moral e o pudor costumam dirigir todas as minha ações, mesmo eu não fazendo mais parte do universo cristão que poderia me repreender através da doutrina. Sendo assim, vivi uma vida regrada, de pensar muito antes de agir, e sempre optando "pelo deixar de fazer" para não me arrepender, ao invés de me permitir e "aprender com meus erros". Às vezes que me permiti, tentando assim experienciar o diferente, vivi angustiada pelo arrependimento.
Outro dia ouvi um amigo dizer que eu me prendia demais. Isto me deixou bastante reflexiva. Desde então tenho tentado mudar minha postura. Tenho arriscado mais, e feito coisas que até pouco tempo não faria. E isto tem resultado, para minha surpresa, não todo em arrependimento, mas no sentir de um amadurecimento quase diário.
Minhas ações tem surpreendido amigos que agora me dizem que estou diferente, e que incentivam a minha mudança. Estou feliz com esta mudança.
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