segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Para 2013

Minha lista de resoluções para o ano de 2013 diminuiu bastante comparada com a dos anos passados. A atual lista está curta não por eu já ter realizado tudo que  pedia (praticamente a mesma coisa todos os anos), mas porque estou virando uma pessoa cética. Os anos tem aos poucos anulado minha natureza romântica e idealista. Olho para isso não com pesar, mas como uma pessoa que analisa o passado sob a perpectiva de um novo eu. Sendo assim enxergo meu  passado hora como devaneios estúpidos da juventude, hora como algo que já nem reconheço mais. É a vida em progresso. Natural.
Para o ano de 2013 a única coisa que peço são 365 dias bem longe da mediocridade!!

domingo, 21 de outubro de 2012

Álbum que tenho escutado esses dias. Maravilhoso! como tudo que o Jordi Savall faz. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Beethoven|Fauconnier e Deezer!

Como não escrevo aqui há muito tempo, teria várias coisas que relatar, mas não quero fazer isso agora. Quero, no entanto, falar de música. Desde ontem estou passando todo tempo que posso dentro do meu quarto (e pretendo fazer isso pelos próximos 14 dias) ouvindo Beethoven. Dois fatores me levaram a isso: Bernard Fauconnier e Deezer.

Ontem terminei de ler minha primeira biografia. Eu nunca fui fan ou a favor da leitura de biografias por achar que isso influencia de forma negativa o apreço que temos para com determinada pessoa. Ou ainda, imaginava que se eu soubesse demais sobre a vida pessoal de alguém que eu admirava por sua música, escrita, arte ou o que quer que seja,  a minha interpretação de suas obras, de algo pessoal iria mudar para   algo apreciado sob a perspectiva de outros. As experiências que temos com a arte são íntimas, pessoais demais  e mudar seus significados por conta de terceiros, bom, pelo menos eu nunca estive disposta a isso. 

Mas... um dia desses, entre um voo e outro, me deparei com uma biografia do Beethoven, escrita por Bernard Fauconnier. Nesta época estava participando de uma escavação e acabei deixado em Brasília e SRN todos os livros que costumam me acompanhar para onde quer que eu vá por muito tempo. Levei apenas o Manual de Arqueologia Pré-Histórica do Nuno Bicho como material de leitura. Depois de mais de um mês, estava ávida por algo menos técnico. Foi aí que entrei em uma livraria de aeroporto e vi o Beethoven ali, na capa de um livro, olhando pra mim. Nem pensei muito, o tirei da prateleira e levei comigo. 

Que leitura agradável! Gostei muito da escrita do Fauconnier. Os franceses tem algo na escrita que eu admiro muito. Eles escrevem de maneira deliciosa sobre simplicidades cotidianas. Descrições feitas por franceses nunca são enfadonhas. E isso permanece mesmo quando da tradução do francês para o português. Não dizem que filosofia só em alemão? Descrição em francês! 

Depois que terminei de ler a biografia, nossa! pensei, que bom que a comprei! 

Minha apreciação por Beethoven nunca foi tão grande quanto sempre foi por Chopin ou Haydn, Dvorak e até mesmo Shostakovich. A grandiosidade das obras que conhecia de Beethoven me deixava exasperada. Não é possível viver sob este contante ar de exultação. Era como se, toda vez que ouvisse Beethoven, minha guarda se armava e eu estivesse sempre alerta, como que em um campo de batalha, para depois, no único momento em que meus músculos pudessem relaxar, eu estar em meio à uma confraternização vitoriosa, gloriosa, com meus companheiros de armas. Isso era Beethoven pra mim. Até em obras que não sinfonias eu me sentia assim.

A medida que fui lendo sobre a vida dele, minha percepção a seu respeito mudou sim. Aconteceu o que eu temia com biografia, mas foi algo muito bom.  Me compadeci daquele espírito atormentado pela falta de reconhecimento, de dinheiro, amor. Em meio a todas as desventuras (várias doenças inclusive) ele tinha noção de seu brilhantismo e permanecia fiel a ele, mesmo que isso o colocasse na situação precária na qual vivia. 

Uma das coisas mais interessantes a respeito dele, era que a composição não era algo fácil, não vinha tão naturalmente. Ele era bom em improvisações ao piano, mas na hora de compor, passava dias, meses, anos em uma única obra, escrevendo, reescrevendo. Ele era um brilhante tão comum. Adorei isso!

Obviamente, o livro fazia menção a diversas composições que pude ouvir, e estou ouvindo. São  composições que mostraram a genialidade do compositor em um universo, ou mais doce, ou mais alegre,  atormentado, nervoso, triste. Tudo isso tenho escutado graças ao Deezer!

Deezer é um site que disponibiliza uma série de músicas que você pode ouvir o quanto quiser, só que sem baixar. Há um período de teste de 15 dias em que você pode ouvir todas as músicas gratuitamente, depois disso uma taxa é cobrada. O meu começou ontem.

A maravilha do Deezer é que, além de colocar a minha disposição gravações que não poderia ouvir tão cedo na minha vida - por serem álbuns caros ou difíceis de encontrar, na maioria das vezes as duas combinações - as músicas abrem sempre, mesmo com a conexão via rádio muito lenta e instável de SRN. Sim, eu estou no céu musical! Já ouvi Martha Argerich tocando Shosta, Schumann, já ouvi Barenboim tocando sonatas e concetos de Beethoven, e pretendo ouvir muito, mas muito mais. Por isso tenho passado boa parte do tempo no meu quarto e assim o farei pelos próximos 14 dias, até que meu tempo de Deezer de graça acabe. 

E é impressionante como este clima gerado por música erudita me anima a estudar, ler, ler e ler! Está sendo uma delícia ficar aqui. 

Próximas biografias, Chopin e Haydn. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

You gotta love Google Earth!!

Além dos recursos muito úteis para relatórios de arqueologia, o óbvio, poder ver lugares que, por enquanto, só sonho em visitar. Eu adoro o Google Earth. Interessante como o solo do Reino Unido é quase que completamente marcado por algum indício de antigas estruturas. Hoje tirei a tarde para visitar Gales. =]

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Campo passou, relatório entregue, semestre encerrado e agora férias em Brasília. Curtindo a letargia, o frio.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Primeira etapa do semestre - de aulas teóricas - quase acabando! Em seguida as aulas práticas que se focarão na parte da arqueologia relativa a prospecção. Até que as aulas práticas comecem de fato, terei um tempinho livre e já estou fazendo planos para ele. Além de fazer uma revisão de assuntos que já vi durante os 5 primeiro semestres e que acho mais relevantes dentro da arqueologia, vou fazer trabalhos de decoração aqui pra casa. Consegui um estrado de medeira que será transformado em sofá, e uma armação também de madeira que vai virar a cabeceira da minha cama ou outra coisa que ainda não decidi. 

A ideia para o sofá veio da minha amiga Cláudia que, dentre outras coisas, é artesã e vive em blogs que dão ideias maravilhosas sobre decoração de ambientes fazendo reaproveitamento de material. O estrado que peguei é de um dos depósitos daqui da rua. Além de uma limpeza, ele vai ser lixado e pintado de branco. Sobre ele colocarei algumas almofadas que tenho. O resultado final vai ser algo como mostra a imagem abaixo. 

Não vejo a hora de começar a trabalhar nisso! Adoro decoração e mais ainda, decoração barata com reaproveitamento de coisas que seriam jogadas no lixo e em que a mão de obra é toda minha. Este é um ótimo e relaxante passatempo. Sem contar que é muio prazeroso ver o resultado final. Se ficar bom, posto uma imagem depois de pronto aqui.